Filiados ao PSL criaram um abaixo-assinado virtual nesta semana para tentar “barrar” a volta do presidente Jair Bolsonaro ao partido. A gota d’água para o movimento, que já tem a simpatia de parlamentares da sigla, foi o silêncio de Bolsonaro após a morte do senador Major Olímpio (PSL-SP).

Olímpio se elegeu na onda bolsonarista em 2018, mas se afastou do governo após uma série de discordâncias, sobretudo em temas de combate à corrupção. A morte cerebral do senador foi confirmada na última quinta (18) e, passados seis dias, Bolsonaro não fez qualquer manifestação de pesar sobre o caso.

O silêncio presidencial pegou mal entre os filiados e entre lideranças do PSL, que passaram a compartilhar o abaixo-assinado na tentativa de criar um constrangimento ao presidente.

O documento fala em “omissão desrespeitosa ao PSL, seus filiados e amigos” e diz que, pior que isso, Bolsonaro “deixou transparecer, nas suas redes sociais, seu despeito pelo Senador Olímpio, atacando sua imagem e incentivando seus correligionários a também fazê-lo, mesmo após sua morte”.

“Tratou-se de ação desrespeitosa à figura pública de um Senador, aos seus familiares e a todos aqueles que o queriam bem, algo sem precedentes na história”, diz o abaixo-assinado.

Em uma transmissão em rede social no início do mês, Bolsonaro afirmou que tem conversado com partidos para decidir seu “futuro político”. E citou o PSL, partido pelo qual foi eleito em 2018 e do qual se desfiliou em novembro de 2019.

“Espero, em março, decidir o meu futuro político. Alguns partidos acenaram para mim. Até o próprio PSL, conversei com o PSL também, entre outros partidos, repito”, disse o presidente segundo registro feito pelo jornal O Globo.

Em agosto de 2020, Bolsonaro já havia falado em uma possível volta ao PSL. Veja abaixo:

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