A chamada de atenção sinalizada pelo Mestre em Bioengenharia toma maior relevo com a aproximação do inverno, quando a mortalidade é mais alta. Situação que vai exigir ações precisas de planejadores, “prevendo para bem prover”, observa Picler, lembrando que administradores públicos têm de providenciar reservas de oxigênio, leitos, equipamentos os mais variados e novas unidades de UTI. Tudo isso para garantir a salvação de vidas. Independente da pandemia. Picler, em meio a observações para este site, deixou escapar um antigo e sempre oportuno “memorandum”: – “As elites, de quaisquer estratos da sociedade, distinguem-se pela capacidade de previsão…”

Prof. Wilson Picler, Mestre em Engenharia Biomédica alerta para a possibilidade de colapso nos sistemas de saúde nas regiões mais frias do país durante o inverno Ele lembra que historicamente a mortalidade por diversas doenças é mais alta no Inverno. Em 2019, antes da pandemia, na região Sul do país ocorreram 19% a mais de mortes por doenças de modo geral previstas no Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID-10, o número 10 refere-se à décima edição).

O gráfico da figura 1 exibe um comparativo entre a região Nordeste (laranja) e a região Sul (azul), no qual pode-se constatar que no Sul do país, que possui um inverno mais rigoroso , a mortalidade é bem maior.

Para a construção do gráfico foram baixados os dados do DATASUS, estratificados por região. Obteve-se a média dos meses e determinou-se o desvio de cada mês em relação ao valor da média mensal. Obteve-se o valor em percentual dividindo-se o desvio de cada mês pela média mensal. Se considerarmos apenas doenças do aparelho respiratório (CID-10 Capítulo X) este percentual chega a 24% de aumento na mortalidade no mês de julho em todo o Brasil.

O FRIO QUE NOS AGUARDA

Por fim, Picler explica: “Não foi possível estratificar a mortalidade por doenças respiratórias por região, devido a limitação na ferramenta do DATASUS. Considerando-se que a média de todo o Brasil 24% maior, pode-se esperar um número bem maior para as regiões mais frias. Cidades com inverno mais rigoroso como, Curitiba, Palmas, São Joaquim e tantas outras, este número pode ser alarmante.

Em Curitiba mesmo antes da pandemia do Corona Vírus que causa o COVID-19 já se vivia um estado de congestionamento nos hospitais, imaginem agora.” Preocupado em ser preciso em suas análises, o Mestre em Engenharia Biomédica assinala:“ Se faz necessário uma atenção especial para as regiões mais frias tais como priorização da vacinação e aumento da capacidade de atendimento hospitalar, de fornecimento de oxigênio e de estoque de materiais médicos e de medicamentos.

O bom planejamento e a tomada de providências no tempo certo salvam vidas.” Elaborado por: Wilson Picler, Mestre em Engenharia Biomédica Fonte: DATASUS http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sim/cnv/obt10uf.def

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