Desde o início da pandemia da Covid-19, quando começaram os decretos restritivos com toque de recolher e lockdown, os estabelecimentos de gastronomia e entretenimento tiveram suas atividades praticamente paralisadas. Nos tornamos alvo de muitas ações cinematográficas, dado o grande aparato de viaturas e agentes. Na coluna de hoje, trago o desabafo do Rodrigo, companheiro da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) sobre esta terrível situação.

Os donos do pedaço
Não falta prepotência para aqueles que, por força de mero concurso público, consideram o estado de direito sua propriedade. Comumente constatamos visitas aos estabelecimentos gastronômicos, de bares e noturnos de modo geral, de comboios de viaturas e dezenas de funcionários públicos (policiais, fiscais da prefeitura, guardas municipais, dentre outros) de maneira truculenta e arrogante. A luz do giroflex se vê de longe, como se dissesse: “sim, chegamos, os donos do pedaço”. Multam sem qualquer critério, valentes e vigilantes, analisam tudo e fotografam, é o interventor maior que decide se a casa abre ou fecha.
O contribuinte por sua vez, lesado e desamparado, pratica seu protesto, a demissão massiva.
Até quando vamos suportar esses verdadeiros sanguessugas do estado ?
Sem receita e competência, a vez deles chegará em breve. Uma hora a fonte seca.
Esperamos que o dito popular não caia no gosto dessa turma reprimida: “sonegar para reparar””.

3 Comments

  • Cristiano Gonzaga da Silva, 23/04/2021 @ 10:32 Reply

    Deram o poder aos imbecis, o resultado só poderia ser este. Com fardas e armados, são machos!!!! Fácil intimidar assim. Eu não consigo sonegar imposto na minha empresa, mas se pudesse, o faria com certeza!

  • Salomão, 23/04/2021 @ 11:27 Reply

    Deram poder aos imbecis e principalmente, voz. o judiciário associado ao executivo, corruptos e nefastos, transformaram o Brasil em uma latrina mais fétida do que já era historicamente. Essa canalha está muito poderosa.

  • Galvao, 23/04/2021 @ 12:18 Reply

    Olá Boa tarde, gostaria de ver se esses mesmos policiais, agentes da prefeitura e compania, dependecem da abertura dos nossos estabelecimento para seu sustento. Será que agiriam assim?

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