Empresários e comerciantes criticaram governo por ter publicado decreto durante vendas de fim de ano. Governo diz que objetivo é frear alta de casos e internações por Covid-19.
Com o decreto do governo do Amazonas para fechamento das atividades não essenciais, entre elas, o comércio e shoppings centers, uma multidão está em protesto no Centro de Manaus desde o início da manhã deste sábado (26). A medida do governo é conter o avanço da Covid-19, que apresentou alta no número de infectados nas últimas semanas.
A manifestação começou por volta das 9h, na avenida Eduardo Ribeiro, e entre os presentes, comerciantes, lojistas, ambulantes e trabalhadores informais do centro de Manaus, que alegam mais prejuízos financeiros com o novo fechamento dos serviços não essenciais, nesse momento, em que estão com os estoques abastecidos para as festas de fim de ano. Várias ruas do comércio de Manaus estão fechadas pelos manifestantes.
Desde o início da manhã, as forças de segurança pública do Amazonas estão nas ruas do centro comercial para manter o fechamento das lojas e fazer valer o decreto. Até o momento, a polícia não registrou ocorrências por conta do protesto.

O decreto prevê multa de até R$ 50 mil para os estabelecimentos que descumprirem a ordem.
Em nota, o Governo do Amazonas ressalta que entende a preocupação dos comerciantes e afirma que já estuda medidas para amenizar as perdas. Contudo, reforça que as medidas de restrição para conter o avanço da Covid-19 no período das festividades de fim de ano, são essenciais neste momento.
Ainda segundo a nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) já trabalha na terceira fase do Plano de Contingência para o enfrentamento da Covid-19.
Covid-19 no Amazonas
Segundo dados divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), até esta sexta-feira (25), o Amazonas registrava mais de 195 mil casos confirmados de Covid-19, com mais de 5,1 mil mortes pela doença.

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