Ação teve início na última semana por iniciativa de entidades do Paraná, Bahia e Santa Catarina filiadas a CNTur.

O movimento pela volta do horário de verão lançado por entidades filiadas à Confederação Nacional de Turismo (CNTur), ganhou apoio de empresários e outras instituições ligadas à gastronomia, lazer e entretenimento. A medida vai beneficiar o turismo nacional e gerar economia de energia elétrica frente à crise hídrica no país.

O horário de verão, que consiste em adiantar o relógio em uma hora, aumentando o período de lazer na temporada, foi extinto em 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro. A ação pelo retorno do horário especial começou na semana passada, liderada por entidades do Paraná, Bahia e Santa Catarina filiadas a CNTur.

A iniciativa ganhou repercussão na imprensa nacional, mobilizando instituições representativas de empresários dos setores de turismo, bares e restaurantes de São Paulo. Eles argumentam que o retorno da mudança no relógio possibilita uma hora a mais de lazer aos trabalhadores, movimentando a economia do setor.

Gerar empregos

Para Edson Pinto, da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de SP (FHORESP), a medida pode favorecer os happy hours e as viagens à praia. “A população de São Paulo fez uma poupança forçada e está com recurso para viagens de curta distância”, diz.

“Acreditamos que é conveniente neste momento voltarmos com o horário de verão”, diz o vice-presidente da CNTur, Fábio Aguayo. O pleito, de acordo com ele, reúne entidades de turismo dos principais estados do país. “Além da escassez de recursos hídricos, da crise energética e o covid-19, que praticamente devastou nossa categoria, é mais que social. Podemos gerar empregos através do horário de verão”, concluiu.

O pedido, que conta com apoio da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel Nacional), Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), Federação Paranaense de Turismo (Feturismo), será enviado ao governo federal. Bolsonaro acabou com o horário de verão no início do mandato defendendo que isso ajudaria a elevar a produtividade do trabalhador brasileiro porque favoreceria o relógio biológico.

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