Representação é contra o ministro da Justiça, Anderson Torres, e contra o diretor-geral da PF, Paulo Maiurino.

Oito líderes de oposição na Câmara dos Deputados fizeram nesta quinta-feira, 15, uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro da Justiça, Anderson Torres, e o novo diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino. Os congressistas querem que a PGR investigue a dupla por causa da remoção do superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, de seu posto. Saraiva foi removido depois de apresentar uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Na notícia-crime, Saraiva menciona também o senador Telmário Mota (Pros-RR) e o presidente do Ibama, Eduardo Bim. Segundo o policial federal, o trio estaria agindo para dificultar investigações sobre corte ilegal de madeira na floresta amazônica.

“É algo inaceitável numa democracia ocorram perseguições políticas como a que se consumou em face do superintendente da Polícia Federal do Amazonas, visto que o mesmo foi afastado do seu cargo apenas por cumprir devidamente a sua função”, diz um trecho da representação feita pelos líderes de oposição.

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O documento é assinado pelos deputados Marcelo Freixo (PSOL-RJ), líder da Minoria na Câmara; Alessandro Molon (PSB-RJ), líder da Oposição; Bohn Gass (RS), líder do PT; Danilo Cabral (PE), líder do PSB; Wolney Queiroz (PE), líder do PDT; Talíria Petrone (RJ), do PSOL; Renildo Calheiros (PE), líder do PCdoB; e Joenia Wapichana (RR), líder da Rede Sustentabilidade.

“Demitir o chefe da Polícia Federal no Amazonas porque ele simplesmente estava cumprindo com sua obrigação de combater crimes ambientais é a prova de que a prioridade do governo Bolsonaro não é proteger o meio ambiente, é proteger os criminosos que o destroem, como o ministro Ricardo Salles”, disse Marcelo Freixo ao Estadão.

No pedido, os líderes da oposição solicitam que a Procuradoria-Geral da República investigue o caso e que “sejam tomadas as providências legais cabíveis, inclusive com a possibilidade de anulação da nomeação do novo Superintendente da Polícia Federal no Amazonas”.

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