O prefeito Rafael Greca (DEM) garante que não há lotação de ônibus em Curitiba. Segundo ele, o problema na capital está somente nas linhas metropolitanas, geridas pela Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), órgão do governo do estado.

“Não tem ônibus lotado em Curitiba. Tem ônibus lotado metropolitano, porque a Comec não pratica o distanciamento. Curitiba praticou 50% de ocupação dos ônibus até semana passada. Agora é 70% porque a bandeira melhorou”, disse o prefeito em entrevista à Rádio Bandnews nesta sexta-feira (16).

Na mesma entrevista, Greca garantiu que o índice de infecção da Covid-19 entre os passageiros do transporte público de Curitiba seria muito baixo. “Cruzamos cartões-transporte com dados da Saúde. Em 700 mil passageiros analisados, teve 0,003% de infecção”, garante o prefeito.

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Prefeitura x TCE
Terça-feira (13), o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) voltou a afirmar que o transporte público da capital segue lotado, expondo os passageiros e trabalhadores do setor ao risco de contágio da Covid-19.

O órgão entregou à prefeitura relatório de fiscalização com três recomendações: horários alternativos de funcionamento das atividades do município, para espalhar a demanda pelos ônibus, reforço na fiscalização e mudança de critério de lotação máxima dos veículos.

“Ressalto, por oportuno, que mesmo com a determinação para operação de, no máximo, 50% de sua capacidade, a fiscalização apontou excesso de usuários em parcela significativa das amostras, circunstância que nos leva a ponderar o possível agravamento irremediável da situação de risco com a atual lotação de 70% autorizada pelo recente Decreto Municipal 705/2021”, apontou o presidente do TCE, Fabio Camargo, no documento.

No dia 19 de março, o TCE-PR chegou a suspender a circulação dos ônibus no período do lockdown, medida que foi derrubada pelo Tribunal de Justiça já no dia seguinte. “Não tenho medo dessa discussão. O Tribunal de Contas do Estado tentou politizar isso e levou até o Supremo Tribunal Federal. Perdeu de três a zero: no Tribunal de Justiça do Paraná, no Ministério Público e com o ministro Luiz Fux do Supremo”, rebateu Greca em entrevista à Bandnews.

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