O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), negou que o estado não tivesse se preparado “em tudo que era possível” para garantir o atendimento a doentes pela Covid-19.

Lima disse que o Governo Bolsonaro “tem sido um grande parceiro” e apontou que o colapso na rede de saúde pública manauara ocorreu pela postura da população e das empresas que deixaram de fornecer oxigênio para as unidades médicas, localizadas em Manaus.

A saúde pública no Amazonas vive uma grave crise com o aumento do número de infectados pelo coronavírus e a alta de mortes ocorre em decorrência da falta de cilindros de oxigênio suficientes para atender aos pacientes.

“Não adianta só um ente fazer a sua parte, se toda a sociedade não estiver envolvida nesse processo: vai enxugar gelo. A gente vai estar o tempo todo abrindo leitos hospitalares e o tempo todo esses leitos vão estar sendo ocupados”, afirmou o governador do Amazonas.

E completou:

“Veja o que aconteceu agora, em relação às festas clandestinas. As pessoas ali na balada, bebendo, usando às vezes o mesmo copo, aquele copo que passa de boca em boca, e aí essa pessoa acaba levando o vírus para sua casa”, argumentou o gestor estadual.

Wilson Lima disse que ingressou na justiça contra as empresas que fornecem oxigênio para os hospitais de Manaus, para que sejam responsabilizadas.

“O estado do Amazonas se preparou em tudo aquilo que era possível. Eu recebi o comunicado de que faltaria oxigênio, efetivamente, que as empresas não teriam condições de abastecer na quantidade que a gente necessitava, durante a madrugada. E disseram que, dali cinco horas, teria hospital sem abastecimento”, informou.

Lima também declarou que tem recebido todo o apoio do Governo Bolsonaro.

“Recebemos do Governo Federal equipamentos como bombas e respiradores. Estamos sendo socorridos, nesse momento, com a questão das miniusinas, que estão chegando aqui no estado do Amazonas e serão instaladas nos hospitais”, elogiou.

“O Governo Federal tem sido um grande parceiro do estado do Amazonas no combate à pandemia”, defendeu

Sobre não ter adotado medidas restritivas de circulação, antes da rede púbica de saúde colapsar, o governador garantiu que “tentou encontrar um equilíbrio”.

“Todas as medidas de restrição que nós tomamos foram baseadas em orientações técnicas, levando em conta a dinâmica social do nosso povo. Quando a gente estabeleceu medidas mais restritivas, houve todo aquele movimento e as pessoas foram às ruas, o objetivo era evitar aglomerações. E o efeito acabou sendo o contrário. Então a gente tentou encontrar um equilíbrio, um caminho de ‘meio-termo’, para garantir a vida e também manter o mínimo de atividades em funcionamento. Todos os dias nós temos que tomar decisões difíceis”, lamentou.

“O que nós estamos vivendo aqui no estado do Amazonas é uma infecção por uma nova variante, que tem mutações que a gente ainda desconhece, mas que tem um poder muito grande de transmissibilidade. A gente não sabe com que gravidade e com que velocidade ela deve chegar ao restante do país”, acredita o governador que já sofreu dois pedidos de impeachment e é investigado pela “Operação Sangria”, da Polícia Federal, que apura irregularidades no Governo do Amazonas.

Veja o vídeo com a entrevista concedida ao site Metrópoles, onde a apresentadora, repleta de ‘veneno’ tenta direcionar a conversa, mas se dá mal.

Veja o vídeo:

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