O articulista político Aroldo Murá conta que pode ser simples impressão dele, mas tudo indica que o presidente do Tribunal de Contas do Paraná (TC-PR), Fábio Camargo, coloca-se como player na vida política do Estado. Isto não quer dizer que ele vá assumir, agora, alguma legenda partidária ou colocar-se à disposição de partidos para concorrer a um cargo na próxima eleição. O que se observa é que ele diz presente ao dia a dia, indo além de administrar uma corte de contas. Seu lance maior pode ser, por ora, o de apenas influenciar, mais ou menos como a “técnica” que muitas vezes é atribuída aos jesuítas.

Camargo, que foi deputado estadual, sabe trabalhar o universo da política, independente de procurar ou não o voto popular que, se for o caso, só lhe interessaria em eleição majoritária, como me observa um amigo dele.

Não esquecer o DNA familiar: seu pai, o desembargador Clayton Camargo, foi poderoso presidente do TJ-PR, e seu avô, Heliantho Camargo, um elemento fortíssimo na contestação a situações que, nos anos 1970, apontou como “irregularidades no TJ”. Essa situação acabou depois de duro combate promovido por Heliantho, na cassação do desembargador Alceste Ribas de Macedo.

Observar os movimentos de Camargo, desde que assumiu a presidência do TC-PR, é exercício que alguns estão fazendo, com lupa. Independente dos planos que Fábio tenha, o que se observa é que ele tem caminhado com segurança, colhendo bons de resultados. Agora, por exemplo, devolve ao tesouro estadual R$ 20 milhões para aplicação no combate aos efeitos da pandemia.

Refinando mais o olhar sobre Camargo, não passa despercebido – muito pelo contrário – que ele montou sua equipe de comunicação de confianças e de nível, com os jornalistas Paulino Viapiana e Ranieri Trovão. O resultado vai aparecendo, com informações de qualidade jornalística chegando aos meios de comunicação. Isso pode, sim, sinalizar que o ex-deputado está em busca de ter seu nome universalizado no Paraná.

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