O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, lançou uma nota em que tece fortes críticas à impressão do comprovante do voto.

Para Barroso, não é possível a implantação do voto impresso, por força de decisão do Supremo Tribunal Federal.

“O tribunal concluiu que a impressão poria em risco o sigilo e a liberdade de voto, além de importar em um custo adicional de quase R$ 2 bilhões, sem qualquer ganho relevante para a segurança da votação”, afirmou.

Na nota, o ministro cita ainda que foram eleitos os presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e o próprio Jair Bolsonaro, além de milhares de outros agentes políticos, “onde jamais houve qualquer razão para supor que os resultados proclamados não corresponderam à vontade popular manifestada nas urnas”.

Entretanto, recentemente a jornalista da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo, oportunamente lembrou que no ano de 2014 o PSDB “pôs em dúvida as eleições brasileiras”.

“Em 2014, derrotado pelo PT, [o PSDB] pediu auditoria alegando ‘descrença quanto à CONFIABILIDADE da apuração dos votos e à INFALIBILIDADE da urna eletrônica’…” declarou Mônica Bergamo, em uma troca de tuites com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Confira:

Barroso ainda disse mais:

“Cabe lembrar que, nos Estados Unidos, existe o voto impresso, o que não impediu o ajuizamento de dezenas de ações para questionar o resultado eleitoral, todas sem êxito. Tudo o que não se precisa no Brasil é a judicialização do processo eleitoral”, disse.

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