Aproximadamente, 180 mil novas armas de fogo foram registradas no país, de acordo com a Polícia Federal (PF), em 2020. Um aumento de 91% em relação ao ano anterior.

O crescimento vertiginoso tem a ver com a pauta armamentista do Governo Bolsonaro, que facilitou o acesso a esses itens no Brasil, como forma de fazer a defesa do cidadão.

Foram registradas, exatamente, 179.771 novas armas no ano de 2020. É o maior patamar alcançado de toda a série histórica, que teve início em 2009.

Apenas nos dois primeiros anos do presidente Jair Bolsonaro, 273.835 novas armas foram registradas, um aumento de 183% em comparação ao total de unidades registradas em 2018 e 2017 (96.512).

Para facilitar a aquisição ao cidadão brasileiro, o chefe do Executivo, recentemente, zerou o imposto de importação de revólveres e pistolas, o que, na prática, torna o produto mais barato. A decisão, porém, foi anulada, posteriormente, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

A Polícia Federal constatou que o cidadão comum foi o que mais registrou armas no ano passado: 122.378, representando quase 70% do total.

Em junho de 2019, o então, ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, encaminhou projeto de lei nº 3.723/19 à Câmara Federal para adequar “a legislação às necessidades e ao direito dos cidadãos que pretendem e estejam habilitados a possuir ou portar arma de fogo para garantir a sua legítima defesa, de seus familiares, de sua propriedade e de terceiros”.

Entre as mudanças implementadas pela Gestão Bolsonaro está o aumento no limite de armas e munições que cada pessoa com porte de arma pode adquirir. Além de liberar o acesso a armas de maior potencial ofensivo.

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