O chefe da pediatria do Hospital de Clínicas de Curitiba, Rubens Cat, defendeu o retorno imediato das aulas nas escolas particulares e públicas no Paraná. Segundo ele, em entrevista à Banda B “o maior erro dessa pandemia foi o fechamento das escolas”. 

O médico argumenta que o nível de transmissão das crianças é menor que o grupo de crianças infectadas no Brasil não chega a 10% do total de casos e que as chances de uma criança infectar um adulto é em torno de 4%. “A criança não é vilã de transmissão nem na escola e nem dentro de casa. Quem tem criança na família está mais protegido”, argumenta o médico. 

Segundo ele, no início da pandemia, em março de 2020, as escolas rapidamente fecharam porque não se sabia a capacidade de transmissão do vírus, principalmente entre crianças e idosos, mas que com o tempo, os estudos revelaram que as crianças estavam  mais protegidas. “Tudo parou porque ninguém sabia, mas muitos países, ricos e pobres, retomaram as aulas um mês depois e o que se percebeu que os números de transmissão nesse grupo não subiu muito”, justifica. 

Volta às aulas não pode depender da vacinação de educadores, diz médico

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, e o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, encaminharam que só vão autorizar o início das aulas, ao menos na rede pública, quando os profissionais ligados à educação forem vacinados. O médico Rubens Cat avalia que não é a melhor opção.  “Quanto mais cedo vacinar os profissionais da educação melhor, mas não podemos vincular a volta às aulas a vacinação desses profissionais. Não faz sentido deixar alguém que tenha alguém com comorbidade deixada para trás. Além disso, na semana deve haver relaxamento de várias atividades e tem de voltar às aulas”, disse.

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