O presidente Jair Bolsonaro vai acompanhar o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em uma visita a Chapecó nesta quarta-feira (7). A comitiva presidencial vai conhecer o Centro de Eventos, onde foi desativada uma enfermaria e uma unidade semi-intensiva usada para pacientes com Covid-19, e também o Ginásio Ivo Silveira, onde será montada uma estrutura para reabilitação pós-Covid.

Em evento, presidente afirma que irá à cidade catarinense para mostrar ‘trabalho excepcional’ de prefeito que promove o chamado tratamento precoce.

Em março, quando a região Oeste ostentava os piores índices de SC em ocupação de leitos de UTI e mortes, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, também esteve em Chapecó. A visita, aguardada pelas autoridades, não contou com nenhum anúncio relevante.

Em cerimônia de entrega de residências populares no Distrito Federal, Bolsonaro disse que viajará nesta semana para Chapecó (SC), o prefeito João Rodrigues (PSD) faz “um trabalho excepcional” no “atendimento na ponta da linha” de quem necessita de tratamento.

A prefeitura liderada por Rodrigues intensificou no início de 2021 uma campanha pelo chamado tratamento precoce, com uso de medicamentos como ivermectina e cloroquina.

“[Rodrigues é um] exemplo a ser seguido, por isso estou indo para lá. Para exatamente não só ver, mas mostrar a todo o Brasil que o vírus é grave, mas seus efeitos têm como ser combatidos. Mais ainda, naquele município —com toda certeza em mais [cidades], em alguns estados também— o médico tem a liberdade total para trabalhar com o paciente, total. Esse é dever do médico, uma obrigação e direito dele”, declarou o presidente.

Em outro momento de seu discurso, Bolsonaro voltou a dizer que as políticas de enfrentamento ao vírus não podem ser mais nocivas do que a própria doença e defendeu que as pessoas voltem ao trabalho.

Tratamento precoce

A confirmação da visita de Bolsonaro a Chapecó ocorre um dia após o presidente ter compartilhado um vídeo do prefeito João Rodrigues, em que ele creditou a melhor nos índices e internação e mortes na cidade a “protocolos” como o tratamento precoce. “Ouçam o prefeito de Chapecó”, escreveu.

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