O presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, falou hoje (12) sobre as manifestações contra o governo em Cuba, que reuniram milhares de pessoas nas ruas neste domingo (11).

O chefe do Executivo disse que “o dia de ontem foi muito triste” e fez uma comparação com a situação da Venezuela.

“Muita gente acha que a gente nunca vai chegar lá, que a gente nunca vai chegar como na Venezuela (…) E tem gente aqui que apoia esse tipo de gente. É sinal que eles estão querendo viver como os cubanos e os venezuelanos”, disse o presidente a apoiadores.

“Foram pedir, além de alimentos, eletricidade. Por último, foram pedir liberdade. Sabe o que eles tiveram ontem? borrachada, pancada e prisão. Como é bom o socialismo, né?”, ironizou Bolsonaro.

Houve repressão aos protestos, que ocorrem em um momento em que Cuba sofre uma grave escassez de medicamentos, produtos básicos e também atravessa a terceira e pior onda de Covid-19. O serviço de internet móvel em todo o país foi cortado, presumivelmente para impedir a divulgação de vídeos dos protestos e reduzir a capacidade de reunião dos participantes.

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel acusou “mercenários pagos pelo governo dos EUA” de organizarem os atos contra o governo. Mais tarde, ele falou ao vivo na televisão estatal e pediu para que seus apoiadores estejam prontos para o “combate” em resposta às manifestações.

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