A poucos dias do provável anúncio da prorrogação da permanência da bandeira vermelha em Curitiba PR, o vereador Osias Moraes (REP) manifestou opinião em relação ao lockdown. “Desconheço experimento social perfeitamente controlado que revele os reais efeitos do lockdown. As medidas são diferentes de um local para outro e os resultados também. Vale citar o Peru que teve um lockdown rigoroso e não impediu a explosão de casos”, disse Osias.

O termo “negacionista” foi citado pelo parlamentar como a “palavra da moda” e utilizado ao se referir aos que negam a urgência do lockdown, o qual se diferencia do distanciamento social, cuja definição é evitar qualquer tipo de aglomeração e criar medidas que sejam respeitadas.

“A indiferença negacionista se vê no transporte público, por exemplo, que não coíbe aglomeração porque as pessoas precisam trabalhar para comer. A fome não espera o lockdown passar”, desabafou o vereador.

Para ele, a pandemia, em nome do desespero pelos mortos e UTIs lotadas, levou a determinação de ações autoritárias aos que cumprem com rigor os protocolos de segurança, o que resultou em empresas paralisadas, empregos ameaçados e população necessitada.

Na sequencia, o parlamentar questiona quais seriam as medidas de apoio às empresas afetadas pelas paralisações. “O microempreendedor, o comerciante, o autônomo, o empresário já está sofrendo há mais de um ano. Sangrando! Não tem mais o que sacrificar”, argumenta.

No final da manifestação, Osias ainda cita a Organização Mundial de Saúde, que orientou pela ponderação quando se fala em lockdown de maneira que sejam consideradas as necessidades essenciais para as populações mais pobres e trabalhadores informais à medida em que se agrava sua situação de vulnerabilidade no momento pandêmico.

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